Na vida, às vezes é preciso dar uma sacudida e mudar.
Por diversas razões (stress, rotina, desejos), coisas que eram comuns passam a incomodar.
Comentários engraçados tornam-se ofensivos.
Pessoas divertidas viram toleráveis, ou insuportáveis.
Mas daí a pergunta essencial: será que não foram sempre dessa maneira, e só agora que começa a chatear que a gente percebe?
Eu tenho vivido isso na minha vida pessoal e profissional. As coisas passaram a ter menos ou mais importância, e eu começo a dar sinais de que vou chutar o balde. Então eu parei pra pensar e vi que as atitudes que tem me deixado realmente p... da vida podem ser (e provavelmente são) as que eu também tinha com os outros.
Então eu resolvi que eu quero fazer diferente. Claro que eu vou ouvir "sempre fez e agora não quer que façam", mas só porque eu errei eu tenho que morrer errando? Não dá pra recomeçar e passar a fazer certo?
Eu venho tentando seguir isso aqui: SE NÃO FOR REALMENTE IMPORTANTE DIZER, FECHE A BOCA. Tente fazer isso e você vai se surpreender com a quantidade de coisas estúpidas que você vai deixar de falar, comentários despretensiosamente maléficos que você vai deixar de fazer, pitacos não solicitados que você vai deixar de dar. Além de ser uma economia excelente de saliva e cordas vocais, tenho certeza de que você vai se sentir melhor. Eu tenho feito isso e me divirto ao perceber as porcarias que eu iria despejar no mundo se não tivesse parado pra pensar e me perguntado "eu preciso mesmo dizer isso?".
Confesso que não é fácil, o hábito ainda me faz escorregar algumas vezes. Mas eu já percebo que melhorei muito, e também passei a enxergar as pessoas de outro modo. Muitas vem perdendo meu respeito, minha admiração, minha amizade. Mas, de verdade, acho que elas não se importam nem um pouco com isso...
Vou seguir firme no propósito de mudar as coisas erradas da minha vida. Não são poucas, não são fáceis, mas eu acredito que ainda dá tempo. Antes tarde do que nunca.
Os Três Macacos Sábios (Wikipédia): em japonês: 三猿, sanzaru/san’en ou 三匹の猿, sambiki no saru, ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século XVII localizado no Santuário Toshogu, na cidade de Nikko, Japão. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês. Seus nomes são mizaru (o que cobre os olhos), kikazaru (o que tapa os ouvidos) e iwazaru (o que tampa a boca), que é traduzido como não ouça o mal, não fale o mal e não veja o mal. A palavra saru, em japonês, significa macaco e tem o mesmo som da terminação verbal zaru, que está ligado à negação. É uma forma de lembrar que, se os homens não olhassem, não ouvissem e não falassem o mal, teríamos comunidades pacíficas com paz e harmonia.


Ai meu amigo... espero que eu não tenha perdido seu respeito, admiração e amizade...
ResponderExcluirMas vc tá certissimo!!! Vou tentar me "calar" mais... observar mais... e dizer apenas o que é benéfico e importante. Vamos ver se eu consigo!
Sabe... essa morte da Gisa mexeu comigo... Eu fiquei pensando em qtas vezes ensaiamos uma visita e não a realizamos; eu que morei quase 5 anos pertinho dela, e fui visita-la só 2 vezes; prometi à ela levá-la na minha casa para conhecer meus gatos, e nada!!! Agora é tarde... Pq fazemos isso? E sabe o que é pior? É olhar pra frente e ver que provavelmente faremos "isso" outras vezes... Grande Gisa, vá em paz...
Te amo, Robson.