Eu ando ocupado demais.
Ando trabalhando muito, naquele estilo de "faz uma coisa e aparecem mais cinco por fazer".
Ando muito cansado, e aí ando correndo pouco.
Em compensação ando namorando muito a mulher da minha vida, e ando acertando os nossos ponteiros, cada dia mais sintonizados.
A gente ainda anda brigando um pouco, mas anda fazendo as pazes deliciosamente na mesma proporção.
Ando tentando aprender a educar as crianças da melhor maneira, mas ando errando do mesmo jeito. Vá lá, eu não sou o melhor mas também não sou dos piores.
Ando vendo a minha mãe com um pouco mais de frequência, mas ando afastado do papai e dos meus irmãos, e acabo sentindo uma saudade grande.
Ando lendo bastante, adoro.
Ando dormindo pouco e comendo muito. Preciso inverter esses dois.
Ando roendo as unhas, jurando que vou parar. Mas eu já jurei outra centena de vezes e até agora nada.
Ando comprando mais do que deveria, mas ando pagando tudo em dia.
Tenho andado pensativo sobre as coisas da minha vida, fico satisfeito com algumas coisas e nem tanto com outras. Mas ando refletindo, tudo é aprendizado.
Ando com preguiça de escrever no meu blog. Por isso inventei essa andança toda, só pra me sentir ainda blogueiro. Mas eu já disse que ando ocupado demais, né?
Mas ando vivendo.
E ando feliz...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Tia Márcia
Hoje eu estava me lembrando dos professores que eu tive na vida (quando a gente vai ficando velho essas coisas acontecem com uma certa frequência).
Tive professores excelentes, inspiradores, e também outros perfeitamente esquecíveis, que muito pouco acrescentaram à minha vida.
Confesso que nunca fui um aluno problemático, sempre fui consciente das minhas obrigações e tive prazer em estudar. Adoro até hoje, aprender é sempre bom.
Eu guardo com muito carinho as lembranças da minha professora da 3ª série primária, lá pelos idos de 1983 (putz), no Colégio São José, de Colatina. O nome dela era Márcia Porchera, e eu me lembro das feições do rosto (ela era branquinha e usava óculos), do sorriso dela, da voz calma e do carinho que ela tinha por nós, por mim. Me lembro que com ela eu aprendi a ter prazer em estudar, eu me dedicava de verdade pra ganhar aquele "parabéns" escrito numa letra bem bonita, e pra sentir o orgulho de ser um dos melhores da sala dela. Ela merecia, e fazia bem também pro meu ego.
Eu não nutria nenhuma paixão platônica pela minha professora, era carinho mesmo, sentimentos bons e vontade de fazer tudo certo.
Uma vez eu briguei com um colega, de porrada mesmo, e ela me colocou de castigo, mas eu via que ela não queria, e o quanto ela estava decepcionada e não esperava aquilo logo de mim! Esse sentimento eu carreguei a vida toda, saber que brigar não era certo, e que eu não podia desapontar as pessoas que me admiravam. Continuei com um gênio forte, mas nunca mais deixei de ser o bom moço, líder de classe e envolvido em todos os projetos das escolas e cursos por onde passei.
A Tia Márcia me abriu as portas do conhecimento, da bondade e do caminho correto. E hoje, 26 anos depois, eu sinto ainda os reflexos da boa educação que ela me deu.
Por isso essa homenagem aqui hoje, Dia do Professor.
Que me desculpem tantos outros professores especiais que eu tive na vida, mas a minha preferida sempre vai ser a Tia Márcia.
Tive professores excelentes, inspiradores, e também outros perfeitamente esquecíveis, que muito pouco acrescentaram à minha vida.
Confesso que nunca fui um aluno problemático, sempre fui consciente das minhas obrigações e tive prazer em estudar. Adoro até hoje, aprender é sempre bom.
Eu guardo com muito carinho as lembranças da minha professora da 3ª série primária, lá pelos idos de 1983 (putz), no Colégio São José, de Colatina. O nome dela era Márcia Porchera, e eu me lembro das feições do rosto (ela era branquinha e usava óculos), do sorriso dela, da voz calma e do carinho que ela tinha por nós, por mim. Me lembro que com ela eu aprendi a ter prazer em estudar, eu me dedicava de verdade pra ganhar aquele "parabéns" escrito numa letra bem bonita, e pra sentir o orgulho de ser um dos melhores da sala dela. Ela merecia, e fazia bem também pro meu ego.
Eu não nutria nenhuma paixão platônica pela minha professora, era carinho mesmo, sentimentos bons e vontade de fazer tudo certo.
Uma vez eu briguei com um colega, de porrada mesmo, e ela me colocou de castigo, mas eu via que ela não queria, e o quanto ela estava decepcionada e não esperava aquilo logo de mim! Esse sentimento eu carreguei a vida toda, saber que brigar não era certo, e que eu não podia desapontar as pessoas que me admiravam. Continuei com um gênio forte, mas nunca mais deixei de ser o bom moço, líder de classe e envolvido em todos os projetos das escolas e cursos por onde passei.
A Tia Márcia me abriu as portas do conhecimento, da bondade e do caminho correto. E hoje, 26 anos depois, eu sinto ainda os reflexos da boa educação que ela me deu.
Por isso essa homenagem aqui hoje, Dia do Professor.
Que me desculpem tantos outros professores especiais que eu tive na vida, mas a minha preferida sempre vai ser a Tia Márcia.
Pipoca ou piruá?
Hoje eu tive uma palestra e apresentaram esse texto. Acabei encontrando em vários blogs, mas se você ainda não leu vale a pena. Adorei e resolvi colocar aqui, pra ler de vez em quando e tomar uma sacudida. Ele foi extraído do livro "O amor que acende a lua", de Rubem Alves.
MILHO DE PIPOCA
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham
que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos:
a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca
que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente,
se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa
do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.
E você? Quer ser pipoca ou piruá?
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Ciclos
Aniversário é uma coisa muito engraçada. Uns detestam, porque simboliza ficar velho, ou estar sozinho, ou não ter ninguém. Pra mim não. Eu sou como a maioria das pessoas. A gente espera por esse dia em contagem regressiva, o ano inteiro, e daí ele finalmente chega. Você ganha um monte de abraços, um monte de palavras lindas acompanhando os abraços, telefonemas de amigos que você quase não vê, recados no orkut de um monte de gente que você definitivamente não vê, festinha surpresa, festão com convidados ou o velho “bolinho pra quem der uma passada lá em casa”, alguns presentes (antigamente mais, agora bem menos). Mas você sempre espera ser lembrado, e fica triste quando aquele amigo ou aquele parente não deu nem uma ligadinha, nenhum recadinho. E daí, depois que o seu dia passa... começa tudo de novo, a contagem regressiva é zerada e tudo de novo só no próximo ano.
Eu cheguei aos 36 (com um corpinho de 36 mesmo), e me sinto muito melhor do que eu já fui. Deus tem me dado várias chances de fazer as coisas direito, e eu acho que tenho aproveitado todas elas. Como se não bastasse todos os presentes maravilhosos que eu ganhei na minha vida (não materiais, esses não são realmente importantes), eu ainda tenho a oportunidade de consertar uma porção de erros e fazer uma história nova pra mim.
A maturidade ajuda muito a perceber que as coisas não são tão fáceis quanto a gente pensava, que a gente não é tão importante pra humanidade quanto parecia ser, que algumas pessoas não desejam tanto o nosso bem quanto pareciam desejar, e que nada é complicado de verdade, a gente é que complica tudo. Ser feliz é tão simples que parece impossível. Mas o importante é saber que a gente não precisa ser feliz o tempo todo, mas precisa aprender a viver os momentos de felicidade com toda a força que pudermos, aproveitando cada segundo. Estar com quem a gente ama, ganhar um abraço sincero, ouvir um “eu te amo” de quem só quer te ver bem, curtir a natureza, tomar um banho de mar, comer a comida da nossa mãe ou aquela que o nosso amor preparou com tanto carinho, trabalhar no que a gente gosta, dormir um sono gostoso, viajar pra um lugar diferente, ver as fotos de quando a gente era criança, se emocionar com um filme de amor. Me diz agora quantas vezes você já viveu tudo isso, quantas vezes se sentiu amado e feliz de verdade?
Eu só queria hoje agradecer por tudo que eu passei na minha vida, todas as coisas maravilhosas e até mesmo as coisas ruins. Elas me fizeram o homem que eu sou hoje. Com defeitos, fracassos, decepções, tristezas e frustrações, mas também com muitas qualidades, conquistas, sucessos, acertos e acima de tudo, com o desafio de ser feliz e fazer felizes aqueles que vivem comigo.
O desafio recomeçou. Até ano que vem! 365, 364, 363, 362...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Falta de tempo
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
(Mário Quintana)
sábado, 19 de setembro de 2009
Recomeçar
Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário Recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo,
É renovar as esperanças na vida, e o mais importante: acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora...
Pois é, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa.
Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de Deus te esperando.
Ta se sentindo sozinho? Besteira... tem tanta gente que você afastou com o seu “isolamento”, tanta gente esperando apenas um sorriso seu pra chegar perto de novo.
Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis...
O mau-humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Voe alto, sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida. Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos. Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor, e principalmente lutarmos por isso, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental!
Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho das coisas tristes.
Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos para sempre apaixonados.
Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se de que você é apaixonável, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o Amor.
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura”.
(Carlos Drummond de Andrade)
Esse texto é pra mim, pra você, pra todos nós. Mas é uma homenagem especial à minha fiel visitante, grande amiga que muito amamos, e que tem um futuro gigante e maravilhoso pela frente.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Super-herói
Setembro, ano 2009.
É noite, um tanto fria. Ele chega impecável, num terno levemente risca-de-giz, gel no cabelo, camisa preta, gravata prata, puro charme. Bruce Wayne? Com seu magnetismo ímpar, todos os olhares já são dele. James Bond? Lança então um sorriso arrebatador, e as mulheres ficam loucas. E pensam que, por trás daquele homem, deve haver muito mais que um simples... pajem de casamento?!?
Corta a cena.
Agosto, ano 2009.
O sol resplandece no amarelo brilhante dos seus cabelos. O vento sopra a face alva. Ele corre com uma rapidez impressionante, o suor já escorrendo pelo rosto, talvez fruto de um recente salvamento. Desengonçado, mas deliciosamente lindo. E feliz. Eu penso que pode ser o Flecha, dos Incríveis. Mas olhando bem... é só a comemoração dos seus 4 aninhos, e ele brinca como nunca no pátio da escola, atropelando os amiguinhos, orgulhoso do bolo que a mãe fez.
Flashback.
Agosto, ano 2005.
Parafernália - fios, soro, máquinas, tubos. Ele passa por sua maior prova. Sobreviver. Ali ele começa a mostrar sua força, gritar ao mundo que ele tem capacidade e que merece mesmo ser considerado um herói.
_________________________________________________________
Quando eu pensava em ter um menino, eu nem de longe podia imaginar que seria como você. Nem no melhor dos sonhos, nem se eu fizesse uma lista de todas as qualidades que eu encomendaria, nada se compara à obra que Deus criou ao colocar você no meu mundo. A cada dia você me ensina uma coisa nova, e a cada minuto eu me surpreendo mais com a sua doçura, seu carisma, sua inteligência e sensibilidade.
Você é espetacularmente especial. E faz o mundo ser melhor com você nele.
Como os heróis.
Meu super-herói...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Bailarina
A bailarina,
tão pequenina, quer se mostrar.
Toda graciosa,
deliciosa, começa a encantar.
Dança pra lá,
roda desequilibrada,
dá um pulinho e abre um sorriso.
Volta pra cá,
bem concentrada,
levanta os bracinhos e sem dar aviso
emociona
percebe o sentimento, é danada
se empolga nos movimentos, não se faz de rogada
faz plié, arabesque, passé, demi-plié, sissone.
En avant, en arrière, à la second
do seu jeito, imperfeito
como manda a imaginação
e impressiona, adiciona
um pouco mais de orgulho e emoção.
(No seu mundo de fadas, monstros e princesas
Constrói sua personalidade, aquilo que a torna única e especial)
Como não amar profundamente?
Como não apagar da mente
a arte recente, o choro freqüente?
A bailarina, tão amada e querida,
me deu com sua dança inesperada e corrida
Te amo, caçula. Tanto que dói.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
C O M P L Ô
Ele acorda se prometendo acabar com o doce. De vez. Porque de nada adianta se esgoelar de tanto correr e depois ganhar tudo de volta. Quase em dobro.
Mas aqueles seres maquiavélicos... eles são cruéis, desumanos, não tem dó nem piedade. Tenho certeza de que, quando ninguém está olhando, eles criam vida e planejam barbaridades.
Fico imaginando a cena:
- Seguinte, pessoal – diz o Nutela 350g + 35g grátis - a gente precisa ser rápido. Na hora que ele voltar do suicídio e abrir a geladeira pra pegar aquela sem gosto, cada um tem que fazer a sua parte. Mesmo que ele não ataque ali, ele precisa desejar, tem que ficar doidão...
- É, ontem foi assim, eu vi a goiabada e o queijo se enroscando, gritaaaando de tanto se oferecer, e nada. Mas depois o Bono deu sorte, e ainda por cima foi no quarto. Ai, ai, pobre de mim, já ouvi dizer que ele não gosta nem do cheiro de mousse de maracujá.
- Torrone, ô torrone - grita impaciente - chama o leite condensado aí, pede pra ele dar um pulinho aqui!
...
- Falaê, nutela. Já tava combinando as coisas lá com a galera.
- E tu convenceu o granulado?
- Tudo belezinha. Vou me posicionar na frente do armário pra ficar no subconsciente da patroa, e o granulado bolinha vai tentar se jogar pra reforçar a idéia. Se tudo der certo, a gente garante umas cinco colheradas, ele não resiste ao casalzinho preferido aqui, hehehe.
Evidente que o comentário gerou uma algazarra, todo mundo falando ao mesmo tempo, revoltado com a soberba do brigadeiro, com coisa que alguma vez ele tinha conseguido se decidir do que ele gostava mais. O mais exaltado era o Hershey’s Crocante:
- Inveja é uma meeerda, faz aí uma listinha e vê se eu não ganho disparado, ô babaca. Muito ruim você ser mais que eu, fora que é um saco ter que ficar lá misturando, muito mais prático levar 4 por R$10 nas Americanas.
No que o pavê berra lá do fundo:
- Ah, querido, vai me desculpar, mas você nem é fino, não tem nada de arte. Eu sou chique, eu vejo a cara de tarado dele quando ela tá me enfeitando, quase que nem consegue me esperar gelar.
- Gente, pelo amor de Deus! – silencia o doce de leite cremoso – Nada de vaidade, a gente precisa unir forças, bombardear, isso é uma guerra. A gente tem que ser sexy, tem que dar uma brilhadinha, fazer o mané babar. Já repararam que ele nem traz mais tantos colegas pra casa? Quando muito vem com aquela desculpinha de que é pras crianças.
- É isso mesmo – responde a bananadinha açucarada– já tô enojada de ter que dividir armário com a barrinha de cereal sem chocolate. Imagina, SEM cho-co-la-te!
O quindim, muito humilde, fica na dele. Sabe que basta estar por ali, o preferido sempre foi ele. "Chega a dar dó desse povinho"!
E a discussão continua, é muita maldade junta num mesmo lugar!
Duvido que isso não aconteça, não consigo acreditar que eu seja tão fraco a ponto de ceder a esses seres espetac... ops, abomináveis, por minha própria vontade.
Fico puto.
Só de raiva vou lá comer alguma coisa. O Nutela, vai ser o Nutela, pra deixar de ser besta e parar de liderar minha perdição...
Mas aqueles seres maquiavélicos... eles são cruéis, desumanos, não tem dó nem piedade. Tenho certeza de que, quando ninguém está olhando, eles criam vida e planejam barbaridades.
Fico imaginando a cena:
- Seguinte, pessoal – diz o Nutela 350g + 35g grátis - a gente precisa ser rápido. Na hora que ele voltar do suicídio e abrir a geladeira pra pegar aquela sem gosto, cada um tem que fazer a sua parte. Mesmo que ele não ataque ali, ele precisa desejar, tem que ficar doidão...
- É, ontem foi assim, eu vi a goiabada e o queijo se enroscando, gritaaaando de tanto se oferecer, e nada. Mas depois o Bono deu sorte, e ainda por cima foi no quarto. Ai, ai, pobre de mim, já ouvi dizer que ele não gosta nem do cheiro de mousse de maracujá.
- Torrone, ô torrone - grita impaciente - chama o leite condensado aí, pede pra ele dar um pulinho aqui!
...
- Falaê, nutela. Já tava combinando as coisas lá com a galera.
- E tu convenceu o granulado?
- Tudo belezinha. Vou me posicionar na frente do armário pra ficar no subconsciente da patroa, e o granulado bolinha vai tentar se jogar pra reforçar a idéia. Se tudo der certo, a gente garante umas cinco colheradas, ele não resiste ao casalzinho preferido aqui, hehehe.
Evidente que o comentário gerou uma algazarra, todo mundo falando ao mesmo tempo, revoltado com a soberba do brigadeiro, com coisa que alguma vez ele tinha conseguido se decidir do que ele gostava mais. O mais exaltado era o Hershey’s Crocante:
- Inveja é uma meeerda, faz aí uma listinha e vê se eu não ganho disparado, ô babaca. Muito ruim você ser mais que eu, fora que é um saco ter que ficar lá misturando, muito mais prático levar 4 por R$10 nas Americanas.
No que o pavê berra lá do fundo:
- Ah, querido, vai me desculpar, mas você nem é fino, não tem nada de arte. Eu sou chique, eu vejo a cara de tarado dele quando ela tá me enfeitando, quase que nem consegue me esperar gelar.
- Gente, pelo amor de Deus! – silencia o doce de leite cremoso – Nada de vaidade, a gente precisa unir forças, bombardear, isso é uma guerra. A gente tem que ser sexy, tem que dar uma brilhadinha, fazer o mané babar. Já repararam que ele nem traz mais tantos colegas pra casa? Quando muito vem com aquela desculpinha de que é pras crianças.
- É isso mesmo – responde a bananadinha açucarada– já tô enojada de ter que dividir armário com a barrinha de cereal sem chocolate. Imagina, SEM cho-co-la-te!
O quindim, muito humilde, fica na dele. Sabe que basta estar por ali, o preferido sempre foi ele. "Chega a dar dó desse povinho"!
E a discussão continua, é muita maldade junta num mesmo lugar!
Duvido que isso não aconteça, não consigo acreditar que eu seja tão fraco a ponto de ceder a esses seres espetac... ops, abomináveis, por minha própria vontade.
Fico puto.
Só de raiva vou lá comer alguma coisa. O Nutela, vai ser o Nutela, pra deixar de ser besta e parar de liderar minha perdição...
EVOLUÇÃO
Espero ter que aguardar muito tempo pra confirmar se é verdade, mas desconfio que se existe mesmo essa coisa de reencarnação, eu devo estar umas 530 vidas atrás de você.
Meu amor. O espírito mais elevado que eu conheço.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Quinquilharias
Há três dias eu venho fazendo uma coisa que a gente vive adiando até perceber que não dá mais pra agüentar a situação: estou organizando meu armário, dando uma geral nas minhas tralhas.
Eu já devo ter feito isso algumas dezenas de vezes na vida. Mas é impressionante que toda vez a gente descobre um cacareco inacreditável e se pergunta:
- que diacho essa coisa ainda tá fazendo aqui?
O engraçado é que tem coisas que a gente separa e diz:
- isso eu não posso jogar fora de jeito nenhum!
Mas na próxima faxina a gente certamente vai perguntar:
- que diacho essa coisa ainda tá fazendo aqui?
Eu sou obrigado a concordar com a minha alma gêmea, que diz que eu sou um ESQUILO. Não conheço ninguém que junte mais velharia que eu. E fico pasmo ao encontrar umas pérolas na minha bagunça, e me forço a rir pra não concluir que sou louco. Confesso que as primeiras faxinas foram muito piores e mais divertidas, quando joguei fora (forçadamente, por Ela) coisas como todas as provas escolares da minha vida (!), minhas coleções de figurinhas (que eu guardava com tanto ciúme e acabaram perdendo a cola – que idiota!), cartas e bilhetes (tinha um caderno de 200 folhas todo escrito, com fotos e dedicatórias, por uma namoradinha – esse Ela rasgou pessoalmente).
Na faxina de hoje, eu tomei coragem e me livrei, entre tantas coisas, dos meus LPs (afinal, eu nem tenho mais vitrola!), das minhas agendas (dos últimos 10 anos!), da minha coleção de canetas (hahaha, 99% não escreve mais) e prometo colocar à venda minha coleção de revistas SET (alguém ainda compra isso?) e Playboy (umas 300, que eu bem queria deixar de herança pro meu filho, mas já recebi um olhar mortífero e intraduzível).
Mas alguns “tesouros” eu guardei pra próxima batalha: convites de casamento, blocos de rascunho, coleção de moedas e selos, e as minhas fitas VHS (um dia quem sabe eu conserto meu videocassete e descubro o que tem gravado nelas...).
Isso tudo eu escrevi porque eu parei pra refletir e percebi que a faxina mais importante a gente faz na nossa alma. Algumas são freqüentes, superficiais, mas às vezes é necessário parar e fazer uma limpeza de verdade, jogar fora aqueles sentimento ruins, as mágoas, os erros do passado. A gente aprende com eles e joga no lixo, pra não ficar guardando coisa que não vale a pena, que dói quando a gente encosta e lembra tudo que passou.
Eu quero isso pra mim, agora e sempre. Faxinar o espírito e não juntar coisa que pese no corpo. Claro que a gente não é perfeito, e tem uma raiva acumulada aqui, uma mágoa que é difícil perdoar acolá.
Mas não importa quantas noites eu leve, um dia eu me livro de todas as minhas quinquilharias. Materiais e espirituais.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Equação
1 + 1 = 5
E se você achou essa conta burra, é simples:
é só somar as histórias de vida, experiências e alegrias ;
diminuir as brigas e os erros;
multiplicar as palavras de amor, o carinho e os momentos gostosos;
dividir os problemas, o stress e o cansaço;
elevar tudo ao Céu, entregando nossa vida a Deus.
O resultado, noves fora, é FELICIDADE!
Eu te amo muito mais do que ontem e incrivelmente menos que amanhã...
E se você achou essa conta burra, é simples:
é só somar as histórias de vida, experiências e alegrias ;
diminuir as brigas e os erros;
multiplicar as palavras de amor, o carinho e os momentos gostosos;
dividir os problemas, o stress e o cansaço;
elevar tudo ao Céu, entregando nossa vida a Deus.
O resultado, noves fora, é FELICIDADE!
Eu te amo muito mais do que ontem e incrivelmente menos que amanhã...
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
ioiô
O dia começa e o dia termina (mesmo que alguém termine antes do dia).
E as emoções, as pessoas, as imagens, as palavras, tudo vem e tudo vai.
Numa hora você está feliz; no outro você quer que tudo acabe.
Numa hora o seu amor te ama, te chama de lindo; em outra, ela te pergunta (ou se pergunta alto) porque ela já te aguentou tanto tempo.
Numa hora todo mundo está rindo; quando a gente abre a porta de novo, tem alguém xingando, estressado.
Às vezes sua vida é o que você sempre quis; às vezes você imagina "o que","como","se por acaso...".
Não dá pra ter certeza, mas também não dá pra ficar assistindo o ioiô ir e vir. Tem que enrolar a corda no dedo e ver o que você consegue fazer.
Mesmo que tudo se enrole e você precise recomeçar.
É preciso ter paciência.
E as emoções, as pessoas, as imagens, as palavras, tudo vem e tudo vai.
Numa hora você está feliz; no outro você quer que tudo acabe.
Numa hora o seu amor te ama, te chama de lindo; em outra, ela te pergunta (ou se pergunta alto) porque ela já te aguentou tanto tempo.
Numa hora todo mundo está rindo; quando a gente abre a porta de novo, tem alguém xingando, estressado.
Às vezes sua vida é o que você sempre quis; às vezes você imagina "o que","como","se por acaso...".
Não dá pra ter certeza, mas também não dá pra ficar assistindo o ioiô ir e vir. Tem que enrolar a corda no dedo e ver o que você consegue fazer.
Mesmo que tudo se enrole e você precise recomeçar.
É preciso ter paciência.
domingo, 23 de agosto de 2009
PENSAMENTO DO DIA
"Se você nunca sentiu medo, vergonha ou dor, é porque nunca correu riscos" (autor desconhecido)
AU REVOIR!
Ela chega de lá de cima, bem do alto, bem de noite.
Como num passe de mágica (bem diz o texto na tromba do elefante, segundo os pequeninos), no outro dia eu já tenho uma filha grande (grande, bem graaande).
E durante uns poucos dias ela desfila pala casa emprestada (mas como se fosse sua, tá?), sua leveza, sua simpatia, sua doçura. É até engraçado ver alguém das alturas ser tão discreta, tão na dela.
E se faz presente, marca a passagem, com aquele sonoro bom dia e os emocionantes presentes e as deliciosas conversas. Mas o melhor é ouvir aquela gargalhada inesperada (quanta diferença da visita de outrora!), e tão longa, tão longa, que eu penso ser a maior que já ouvi na minha vida.
Com a mesma mágica, tudo se vai. E o anfitrião (haha, essa é boa, ele é coadjuvante, anfitriã é aquela fada - mas isso fica pra uma outra conversa) só percebe que foi verdade porque o quarto fica arrumadinho, e o banheiro conserva o perfume da boa filha que à casa torna.
Desculpe qualquer coisa, e volte logo.
E como você não pôde presenciar o fato, eu conto:
- "Ô mãe, me dá licença que já tá na hora de acordar a Tia Marcynha. Hoje nós vamos passear com ela?"
Um beijo, querida.
Como num passe de mágica (bem diz o texto na tromba do elefante, segundo os pequeninos), no outro dia eu já tenho uma filha grande (grande, bem graaande).
E durante uns poucos dias ela desfila pala casa emprestada (mas como se fosse sua, tá?), sua leveza, sua simpatia, sua doçura. É até engraçado ver alguém das alturas ser tão discreta, tão na dela.
E se faz presente, marca a passagem, com aquele sonoro bom dia e os emocionantes presentes e as deliciosas conversas. Mas o melhor é ouvir aquela gargalhada inesperada (quanta diferença da visita de outrora!), e tão longa, tão longa, que eu penso ser a maior que já ouvi na minha vida.
Com a mesma mágica, tudo se vai. E o anfitrião (haha, essa é boa, ele é coadjuvante, anfitriã é aquela fada - mas isso fica pra uma outra conversa) só percebe que foi verdade porque o quarto fica arrumadinho, e o banheiro conserva o perfume da boa filha que à casa torna.
Desculpe qualquer coisa, e volte logo.
E como você não pôde presenciar o fato, eu conto:
- "Ô mãe, me dá licença que já tá na hora de acordar a Tia Marcynha. Hoje nós vamos passear com ela?"
Um beijo, querida.
sábado, 22 de agosto de 2009
Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador...
Dizem que assim que a gente nasce, Deus envia um Anjo da Guarda pra nos acompanhar durante toda a vida.
Mas existem outros tipos de anjos. E dentre esses, tem alguns que a gente pode encomendar. É como se você ficasse com eles em consignação, sabendo que um dia a gente precisa devolvê-los para Deus. E a gente também fica com todas as obrigações de cuidar desses anjos aqui na Terra, alimentar, educar, amar e fazer feliz.
Eu digo com toda propriedade que esses anjos são maravilhosos, deliciosos, especiais. Porque além de todo o bem que eles nos fazem, além da inocência, do afeto, do amor, eles têm uma grande vantagem em relação aos outros anjos: a materialidade. E eu te falo que a melhor coisa do mundo é abraçar um anjo desses, beijar o rosto doce, receber um carinho, colocar na cama pra dormir e contemplar a sua pureza, amar com uma força inexplicável, sentir o amor de volta.
Ter um anjo assim faz a gente querer se reciclar, crescer, amadurecer e melhorar sempre, porque quanto mais a gente se acha superior e preparado pra tudo, mais ele nos mostra o quanto ele sabe tudo, com muito mais objetividade, mais sinceridade e de um jeito bem mais simples.
E viver ao lado desses anjos... Ah! a gente se sente tão pequeno, tão inexperiente, tão perdido, e se surpreende a cada dia, a cada novidade, a cada descoberta. Ele vai descobrindo o mundo, e a gente vai percebendo a grandeza de quem criou uma criatura tão perfeita.
Às vezes um deles vem meio correndo, meio flutuando, e me abençoa com seu charme irresistível, com uma simplicidade estonteante, como se não fosse a coisa mais emocionante do mundo, e joga no ar um
- Papai, eu te amo!
Eu fico ali, abobado, sem palavras, e juro que dou uma boa olhada pra ver se eu enxergo as asinhas, antes do anjo desaparecer bagunça adentro...
P.S: Amo vocês com a força mais profunda e real da minha vida!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Foi o que eu quis dizer
A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle.
A mentalidade politeísta vê Pandora como a que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade (o que os monoteístas chamam de males). Ela lhe dá assim a força de enfrentar estas provas com a Esperança. Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem adversidade o ser humano não poderia melhorar.
(thanks, Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pandora)
Quando a gente conhece alguém a gente deve ser simpático
Olá!
Hoje eu conheci dois blogs maneiros, e daí meio que me apaixonei por essa possibilidade de escrever coisas que acho relevantes (ou não). Decidi então me aventurar nesse espaço, apesar de ainda ser um analfabeto digital, e nem ter certeza se o que eu vou escrever vai acrescentar algo à humanidade. Por isso não esperem textos espetaculares, nem altas tecnologias e visuais interessantes, porque dificilmente eu vou aprender a fazer isso. Nem sei se alguém vai ler o que eu vou postar, mas mesmo que fique só pra mim, já valeu como aquela experiência de botar pra fora, de jogar pro mundo pra ter de volta mais completo, mais maduro e melhor interpretado.
Lá vou eu...
Muito prazer!
Hoje eu conheci dois blogs maneiros, e daí meio que me apaixonei por essa possibilidade de escrever coisas que acho relevantes (ou não). Decidi então me aventurar nesse espaço, apesar de ainda ser um analfabeto digital, e nem ter certeza se o que eu vou escrever vai acrescentar algo à humanidade. Por isso não esperem textos espetaculares, nem altas tecnologias e visuais interessantes, porque dificilmente eu vou aprender a fazer isso. Nem sei se alguém vai ler o que eu vou postar, mas mesmo que fique só pra mim, já valeu como aquela experiência de botar pra fora, de jogar pro mundo pra ter de volta mais completo, mais maduro e melhor interpretado.
Lá vou eu...
Muito prazer!
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