Ela chega de lá de cima, bem do alto, bem de noite.
Como num passe de mágica (bem diz o texto na tromba do elefante, segundo os pequeninos), no outro dia eu já tenho uma filha grande (grande, bem graaande).
E durante uns poucos dias ela desfila pala casa emprestada (mas como se fosse sua, tá?), sua leveza, sua simpatia, sua doçura. É até engraçado ver alguém das alturas ser tão discreta, tão na dela.
E se faz presente, marca a passagem, com aquele sonoro bom dia e os emocionantes presentes e as deliciosas conversas. Mas o melhor é ouvir aquela gargalhada inesperada (quanta diferença da visita de outrora!), e tão longa, tão longa, que eu penso ser a maior que já ouvi na minha vida.
Com a mesma mágica, tudo se vai. E o anfitrião (haha, essa é boa, ele é coadjuvante, anfitriã é aquela fada - mas isso fica pra uma outra conversa) só percebe que foi verdade porque o quarto fica arrumadinho, e o banheiro conserva o perfume da boa filha que à casa torna.
Desculpe qualquer coisa, e volte logo.
E como você não pôde presenciar o fato, eu conto:
- "Ô mãe, me dá licença que já tá na hora de acordar a Tia Marcynha. Hoje nós vamos passear com ela?"
Um beijo, querida.
Ô, povo pra me fazer chorar! E o bom é que é sempre de alegria... Obrigada, papai, por acolher outra filha (mais uma!) grandona. E espere que logo vou enviar o presentinho virtual... Beijos e obrigada por tudo!
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